Junho de 2026
Número 18.1
Oiê! Tudo bem? Nesta edição, vou comentar sobre as peças Balada da Louca, Cartas para um Tempo que não é Agora, As Centenárias, Mudando de Pele e Saudade.
BALADA DA LOUCA (2026); de Guilherme Samora e Beatriz Barros, a partir de Rita Lee (2023)
Adaptado a partir do segundo livro de memórias da Rainha do Rock, Outra Autobiografia, o monólogo interpretado por Lília Cabral emoldura os últimos anos de vida de Rita Lee durante os quais ela atravessou o tratamento de um câncer.
Sem muito sentimentalismo ou autopiedade, a narrativa fala de forma franca sobre as dificuldades do processo e vulnerabilidades suscitados por ele. Ao mesmo tempo, o clima nunca fica pesado, talvez por nossa protagonista ser uma mulher sábia e que também sabia se curtir. Ao assistir o espetáculo, foi possível ouvir alguns murmúrios que diziam “foi o que a sua mãe teve”, alguns olhares de cumplicidade para o parceiro indicando “é assim mesmo” – isso demonstra não apenas a responsabilidade da peça em lidar com o tema, como também o potencial do espetáculo em acolher pessoas que atravessaram uma doença similar ou que perderam alguém querido para um câncer.
A dramaturgia de Guilherme parece ter amadurecido da Autobiografia Musical para cá. Se o espetáculo anterior pecava em ser episódico demais e não conseguia estabelecer Rita enquanto uma personagem, em Balada da Louca acompanhamos a jornada (tortuosa e, naturalmente, sem um final bem-amarrado como ocorre nas ficções) de uma mulher que se depara com uma doença agressiva e passa a se debruçar sobre a própria mortalidade. A “Rainha do Rock” dá lugar a uma senhora que valoriza seu processo de envelhecimento, que sente medo da doença, que encontra, na família e em suas cuidadoras, amizade, apoio e amor.
A interpretação de Lilia é serena. Ela não tenta “encarnar” Rita: basta uma peruca grisalha chanel, óculos redondos e alguns gestos com as mãos, para entendermos quem ela interpreta. Ao mesmo tempo, ela nunca cai em uma atuação melodramática, que esse tipo de história supostamente pede. Existe sabedoria em optar por uma interpretação simples, que não chama muita atenção para si mesma – é respeitoso não só com a personagem, mas principalmente para com o tema. Assim, é bonito ver como Lilia interpreta Rita Lee de forma afetuosa e tenra, como alguém que homenageia uma amiga muito amada; como se existisse uma cumplicidade entre estas mulheres.
Ao lado de Queda de Baleia e de outros dois espetáculos apreciados nesta edição, parece que um segundo tema começa a tomar forma na cena teatral paulistana para este ano: o ser humano diante da mortalidade. Aqui, a morte é elaborada quase como um rito de passagem para um outro estado de espírito. Ainda que o processo seja doloroso e um tanto amedrontador, a mortalidade é acolhida e serve como um momento de celebração de uma vida bem vivida.
“Rita Lee: Balada da Louca” estreou no Teatro FAAP em 22 de maio no Teatro FAAP, onde permanece em cartaz até 09 de agosto. Os ingressos estão esgotados.
CARTAS PARA UM TEMPO QUE NÃO É AGORA (2026), de Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’Alva [Núcleo Bartolomeu de Depoimentos]
Para finalizar a residência artística no Instituto Capobianco, o Núcleo Bartolomeu apresenta um espetáculo inédito, desenvolvido durante a permanência no casarão. Valendo-se do formato de um podcast, a cada noite um/a convidado/a especial – seja artista e/ou intelectual, que tenha alguma relação com a história do grupo – sobe ao palco ao lado de Eugênio Lima e Luaa Gabanini para uma entrevista conduzida pela dupla. Ao final da noite, esta pessoa deverá ler uma “carta para um tempo que não é agora”, improvisada a partir das perguntas e conversas ocorridas durante o espetáculo.
Em termos de exploração de linguagem a “peça-podcast” não vai muito longe na brincadeira com os preceitos do formato midiático. O podcast serve mais como um dispositivo. Ainda que permita improvisos a partir do que o/a convidado/a trouxer naquela noite, o espetáculo parece ser organizado ao redor de uma partitura composta por quadros, vinhetas que parodiam comerciais de YouTube e espaços para performances realizadas pelos apresentadores.
O que existe de novidade, realmente, é a pessoa entrevistada. Comprei meu ingresso antes de anunciarem a escalação, então não fui para ver uma pessoa específica. Se tivesse escolhido, talvez teria ido para a noite com Georgette Fadel ou Celso Frateschi já que admiro a trajetória deles no teatro. Calhou que assisti o espetáculo quando o sabatinado foi o rapper Xis (Marcelo Santos), o que me deu a oportunidade de conhecer um pouco sobre um artista que eu não havia tido contado ainda, enriquecendo a minha noite.
O tema da residência do Bartolomeu no Capobianco parece ter sido sobre um mundo que atravessa um período de inflexão: a pandemia de covid-19, em Hip Hop Blues; as tensões do Segundo Império intercaladas com a demolição de teatros pela especulação imobiliária em BadeRna; e, agora, o tempo presente – o dia em que cada sessão é apresentada.
A “peça-podcast”, na verdade, é um manifesto no qual se reivindica a dignidade de mulheres e pessoas pretas, o espaço que grupos marginalizados ocupam na sociedade é debatido, se estabelece uma relação entre a demolição de teatros (território da cultura) e a reivindicação da demarcação de território pelos povos originários. Em meio a isso, a memória afetiva do Núcleo Bartolomeu; a busca no passado de um futuro possível.
“Cartas para um tempo que não é agora” estreou no Instituto Capobianco no dia 08 de maio, onde permanece em cartaz até hoje. Os ingressos para a última apresentação, às 18h, estão disponíveis no Sympla.

AS CENTENÁRIAS (2007), de Newton Moreno [Sarau Agência de Cultura Brasileira, 2026]
Originalmente uma peça “de prosa”, que estreou em 2007 em uma montagem dirigida por Aderbal Freire-Filho e protagonizada por Marieta Severo (no papel de Dona Socorro) e Andrea Beltrão (Zaninha), o espetáculo foi reimaginado como um musical nesta nova montagem. Seu dramaturgo retrabalhou o texto, ao lado do compositor Chico César, transformando trechos em canções, removendo algumas cenas e incrementando seu final. O resultado é uma obra deliciosa e cômica dirigida por Luiz Carlos Vasconcelos e protagonizada por Laila Garin (Socorro) e Juliana Linhares (Zaninha).
A trama acompanha duas carpideiras de idade avançada, há quem diga que a mais velha tem 111 anos, em sua tentativa de fugir da morte ao entrar nos lares onde ela já passou e velar os defuntos. Inspiradas no arquétipo do Pícaro e em duplas como João Grilo e Chicó, temos vislumbres de episódios inusitados nos quais a dupla precisou se valer da sua sagacidade para escapar de alguma emboscada – além de conhecermos as origens de sua amizade que dura décadas.
Se a montagem original fazia alusão a um mundo em modernização (a chegada da eletricidade e do rádio), capaz de dissolver costumes populares, a nova montagem já trata a tradição das carpideiras como parte do imaginário popular – uma mitologia. Enquanto a versão de Aderbal apostava em certa secura e realismo, o musical de Luiz vai na direção do encantamento e do fabular. Sem se dobrar ao “original” (ou, negá-lo), a nova montagem mostra como os clássicos são sempre receptivos a novos olhares e proposições.
As canções de Chico César adicionam um recheio saboroso ao texto. Valendo-se das cantigas populares e incensas, ele mantém o caráter cotidiano da história que testemunhamos. Ao lado delas, o brilho do espetáculo está na cumplicidade e afetividade de Laila e Juliana como se a amizade que elas têm fora do teatro transbordasse para suas personagens ao subir no palco. O talento que ambas exibem para o canto vem de mãos dadas com seus talentos cômicos já que o texto permite que Laila e Juliana não só brinquem em seus papéis, como também usem suas personagens como laboratório de linguagem e composição de arquétipos da comédia (algo que uma jovem Denise Fraga fez anos atrás ao transformar a interpretação da empregada Olímpia em um laboratório de Commedia dell’arte) – resultando em senhoras que conquistam a simpatia do público logo na primeira cena.
Ainda que a trama encare a morte como um evento pouco desejável e inevitável, aqui ela merece ser tratada com seriedade e gravidade – não só o momento da morte (os rituais fúnebres realizados pelas carpideiras que auxiliam a chegada das almas ao céu) como também a própria Morte enquanto personagem (chefe e trabalhadora). Ao enganar a morte e, sabiamente, encontrar maneiras de evitá-la, as carpideiras Socorro e Zainha se tornam símbolos para a longevidade e bastiões da permanência de uma cultura e de um povo. Um símbolo que só tem lastro porque, no fundo no fundo, o que motiva as duas a permanecerem vivas está na amizade que uma nutre pela outra, na noção de que, sem a companhia, a vida perde um pouco de sua razão.
É importante, no entanto, fazer um pequeno reparo. Há uma cena na montagem original na qual o pênis de um defunto fica rígido durante o velório e a viúva revela, na verdade, sentir mesmo é falta do membro do falecido. Em uma tentativa falha de ser progressista, a versão musical transformou a viúva em um homem, tornando o casal homossexual. Com isso, a cena acaba ganhando tons de homofobia recreativa devido ao teor cômico das piadas de cunho sexual, em especial ao sugerir a passividade do viúvo.
O musical “As Centenárias” iniciou sua temporada no Sesc Bom Retiro no dia 14 de maio, onde permaneceu em cartaz até 14 de junho.
MUDANDO DE PELE (2021), de Amanda Wilkin [Quintal Rio, 2026]
Assim como na montagem recente de Fim de Partida, os nomes vinculados para este projeto prometem um grande evento teatral: Taís Araujo retorna para os palcos em um solo coletivo dirigido por Yara de Novaes.
Escrito pela atriz e dramaturga britânica Amanda Wilkin, a trama acompanha Maya, uma mulher em seus 40-e-poucos-anos cuja vida entra em colapso após uma crise em seu emprego e em seu último namoro. Em vez de voltar para a casa dos pais, ela acaba se mudando para um prédio antigo longe do centro, alugando um quarto do apartamento de Mildred – uma senhora jamaicana de 90 anos. Em seu novo emprego, ela conhece Kemi – uma jovem da “geração z” que parece bem resolvida com quem ela é e que sabe o que quer.
A convivência com essas mulheres, em especial com Mildred, leva Maya a atravessar um processo de re-encontro consigo mesma, com seu lugar no mundo, com suas raízes e com sua negritude. Enquanto Kemi parece uma figura aspiracional, que mostra para Maya ser possível um estar-no-mundo de forma confiante, Mildred é central para um reencontro de nossa heroína com suas raízes, a uma compreensão melhor do legado dos Movimentos Negro, Feminista e LGBT, e uma conexão com a coletividade.
Enquanto isso Maya é o retrato de qualquer pessoa que vive sob o peso de ser uma minoria: ela se esforça até a exaustão para se encaixar em um mundo que não faz sentido para ela, explode quando já não consegue encontrar outro recurso para extravasar sua indignação, se sente perdida ao tentar entender seu lugar na sociedade. O resultado é o retrato universal da experiência humana na contemporaneidade. A interpretação de Taís é precisa em conduzir esse turbilhão de sentimentos: indo dos momentos intempestivos à introspecção, da ironia ao afeto, da exaustão a gana de seguir em frente apesar de tudo – sempre com naturalidade. É impossível não tirar os olhos de Taís, é impossível não se solidarizar com Maya.
Correrei o risco de ser exageradamente superlativo (e até brega). Se Taís se dedicar ao teatro; se ela se dedicar em estabelecer um contato profundo com seu público, como quem os acolhe na hora de contar uma boa história; se seguir firme em sua ética do fazer artístico; sinto que poderá herdar, de Fernanda Montenegro, o título de Grande Dama da Dramaturgia Brasileira. Porque não passa batido como muitas pessoas da plateia do Teatro Raul Cortez estavam ali não pelo fascínio de ver uma atriz global ao vivo, mas por verem nela uma figura inspiradora, alguém cuja arte os ajuda a dar algum sentido para suas experiências de vida.
A peça é caracterizada como um “solo coletivo” não só pela maneira como foi desenvolvido (em uma parceria e troca de ideias muito sincera entre sua equipe criativa), como também pelo fato de Taís não estar sozinha em cena. Uma vez que Maya deixa o ambiente do antigo emprego, Dani Nega (também diretora musical) e Layla entram em cena. O carisma de Dani e Layla é tão magnético quanto o de Taís. Mais do que executar a trilha musical ao vivo, as duas servem de apoio para Taís – espelhando a relação que Maya tem com Mildred e Kemi. A cumplicidade do trio, a maneira como elas parecem se divertir ao estarem juntas em cena realçam a mensagem comunitária do texto de Amanda. Dani e Layla parecem inspirar Taís tanto quanto ela provavelmente as inspira.
Em parceria com a cenografia de André Cortez, a direção de Yara de Novaes descortina o fazer teatral – com adereços entrando em cena ao deslizar em cima de praticáveis móveis. É interessante reparar como Yara se vale do cenário de seus monólogos para simbolizar rupturas (algo já visto em Prima Facie e Lady Tempestade): aqui, um painel de fiordes escandinavos serve de backdrop para quando Maya está em seu emprego corporativo (simbolizando a artificialidade e falsidade desse tipo de ambiente); uma vez que Maya abandona este emprego, Taís puxa o painel revelando o restante do cenário (dessa vez composto por materiais sólidos, reais: mesa, cama, televisão, vasos de plantas). O figurino elaborado por Teresa Nabuco promove essa ruptura de forma mais sutil, se descamando de um paletózão que mal cabe em Taís para um atlheisure confortável e prático. Assistir a um espetáculo sob a batuta de Yara é saborear como ela se vale da composição para sugerir suas metáforas e se surpreender com a maneira que ela as manipula – além de poder observar a direção sensível de suas atrizes.
A peça termina quando, ao lado de Mildred e Kemi, Maya enfim começa a se sentir confortável em sua pele nova e compreende a necessidade de se engajar com algo que seja maior que ela mesma. Com isso, as três atrizes e os contrarregras passam a distribuir pelo palco diversas mudinhas de planta enquanto escutam trovoadas – a chuva que chega é sugerida pelas palmas dos espectadores. A imagem serve tanto de metáfora para a semeadura de um futuro melhor, quanto de mensagem literal: o reflorestamento a partir de plantas nativas ainda é a maneira mais eficiente de se combater a crise climática e ambiental. Se o tema do ano para as artes cênicas parece ser o fazer teatral em meio aos escombros, com esta imagem, Yara de Novaes nos oferece uma ferramenta de transformação e esperança.
“Mudando de Pele” iniciou sua temporada no Teatro Raul Cortez, do Sesc 14 Bis, no dia 03 de junho, onde permanece em cartaz até 05 de julho – os ingressos estão esgotados.
Temporada no Teatro FAAP
Onde? R. Alagoas, 903 — Higienópolis
Quando? 13 de agosto a 06 de setembro
Que dias? De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 17h.
Quanto custa? De R$ 75 (meia-entrada) até R$ 200 (inteira)
Como posso comprar os ingressos? No website do teatro ou na bilheteria (aberta de quarta a sábado, das 14h às 20h; e domingos, das 14h às 17h)
SAUDADE (2026); de Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro, a partir de Viriato Corrêa (1938) [Os Geraldos]
É interessante reparar como, das peças que vi até agora neste ano, a que mais chegou perto de ser uma obra-prima (Gota D’Água, no tempo) e a mais bonita (esta que estou comentando) foram ambas desenvolvidas no contexto do teatro de grupo. A razão é simples: estas entidades reúnem pessoas em torno de uma pesquisa contínua de linguagem teatral que, quando unida a noção de que seu trabalho também deve oferecer algo de interessante ao público, muitas vezes produzem verdadeiras obras de arte.
A peça é situada em uma cidade interiorana na qual o cotidiano fica suspenso quando alguém morre. Enquanto os adultos se reúnem para viver o luto, as crianças aproveitam a oportunidade para correr pelas ruas, brincando, gritando e traquinando muito sob a liderança de Pinguinho (personagem titular do conto que deu origem ao espetáculo).
Sob a direção de Douglas Novais, a encenação ganha um caráter fabular e lúdico. Uma mesa serve de palanque, carro e espaço para velar os mortos. Uma cadeira de praia pode ser uma poltrona. Um enorme cavalo branco entra em cena a partir de um simples cavalo-de-pau e o trabalho corporal dos atores que hora recriam a sonoridade do animal, hora parecem montá-lo prontos para lutar em alguma batalha.
Com um elenco formado por 13 artistas, o espetáculo é conduzido de forma dinâmica e coesa – entre o humor, uma certa loucura cênica, a gravidade do tema e cenas que dão asas para a imaginação. A presença do grupo reforça a ideia comunitária defendida pela narrativa, ideal para atravessar tanto os momentos de lazer quanto de tristeza.
Somadas, as vozes de cada intérprete se transformam em um coral harmônico e potente. A peça é recheada de música, com canções em diversas línguas (português, espanhol, francês, italiano e latim) e de repertório vasto – o cancioneiro inclui obras de nomes reconhecidos como Chico e Vinicius passando por novos artistas como Rubel; clássicos cantados por Édith Piaf e até canções populares e incelências. Tudo isso realça não só o caráter universal da história e sua temática, como leva a plateia a uma sensação de nostalgia – sentimento que normalmente acompanha a saudade.
Esta saudade se apresenta para nossos heróis a partir de uma perda. Ainda que sempre tivessem sido um grupo unido, as crianças mudam o relacionamento entre si ao se depararem com a doença de Pinguinho. Ao fazê-lo companhia em suas horas finais, sua amizade enfim ganha contornos de cumplicidade, de apoio, de ternura, de coletividade verdadeira.
Aqui, a mortalidade se afigura, a princípio, como algo a ser festejado, algo que cria uma suspensão da realidade permitindo a entrada em um modo de vida livre de qualquer amarra. E, posteriormente, um rito de passagem: o entendimento da finitude da vida como algo essencial ao amadurecimento, a perda da inocência. É bonito reparar como Os Geraldos subvertem o conto de Viriato e lhe acrescenta uma frase final, indicando que apesar da gravidade que a morte conferiu a vida de nossos heróis, eles nunca perderam o riso – a alegria como uma maneira de manter a esperança viva, uma forma de resistência.
Talvez o melhor elogio que eu possa fazer ao espetáculo do grupo campineiro é dizer que, ao assisti-lo me ocorreu algo que raramente acontece quando assisto a uma peça ou filme. Durante a canção “Toada do Adeus”, de autoria da Barca dos Corações Partidos (outro grupo teatral que produziu Arte), meus olhos chegaram a lacrimejar. Não tem outro motivo para isso a não ser tudo aquilo ser bonito. As imagens que eles criavam, o acompanhamento musical, a potência de uma música cantada em coro… As palavras me escapam e a única que me resta para descrever este espetáculo é que ele é belo. Ao escrever sobre Saudade, eu chego até a, mais uma vez, me emocionar.
“Saudade” iniciou sua temporada no Sesc Santana em 15 de maio, onde permaneceu em cartaz até 14 de junho. Também foi apresentada dias 26 e 27 de junho como peça de reabertura do Teatro João Caetano.
Até amanhã! 👋
Pois é. Teremos uma edição 18.2 desta newsletter porque, desde a publicação da edição 17 (do mês de maio) até agora, eu assisti um total de 13 peças. Eu tenho um certo limite de diagramação então não dava para comentar todas em uma única edição. Por isso, algumas das que faltaram serão comentadas nesta edição extra publicada amanhã (confesso: três não serão comentadas por falta de criatividade para tecer comentários mais profundos).
Enquanto isso, me conta: você também assistiu alguma dessas peças? Ficou animado para ver alguma delas? Espero que você tenha gostado das minhas opiniões singelas - nesse caso, lembre-se de deixar seu like.
Enquanto isso, que tal me seguir nas redes sociais? Instagram | Bluesky | LinkedIn
E não deixe de seguir a Revista Galérica também, poxa… Instagram | LinkedIn | Newsletter “Agenda Cultural”







